Instrumentos de acessibilidade
A necessidade internacional de melhorar a qualidade da Educação de Infância e os argumentos baseados na evidência sobre o impacto do brincar no desenvolvimento da criança têm contribuído para um interesse contínuo sobre o tema, tanto da investigação como das práticas. Embora o brincar seja um processo pedagógico popular na EPE, trata-se de um conceito complexo que nem sempre se traduz de forma clara na prática quotidiana dos contextos educativos.
Investigadores/as, profissionais (i.e., educadores/as, decisores políticos) e famílias são unânimes quanto à sua importância, mas, de acordo com estudos prévios, sentem-se muitas vezes inseguros sobre a melhor forma de o promover. Neste contexto, um consórcio de 6 parceiros de 5 países europeus — Chipre, Grécia, Portugal, Países Baixos e Lituânia — encontra-se a desenvolver o projeto EDUPLAY, com financiamento da Agência de Execução Europeia da Educação e da Cultura no âmbito do Erasmus+ Teacher Academies 2024.
O projeto EDUPLAY está focado em reforçar o conhecimento e desenvolver competências de educadores/as de infância, de coordenadores/as pedagógicos/as e líderes educativos/as através da formação inicial e continua, para integração intencional e eficaz do brincar nas suas práticas pedagógicas.
To map the state of play, teachers’ and leaders’ needs and challenges.
To promote in-service and pre-service ECEC teachers and leaders’ knowledge and competencies in effectively implementing play in their practice.
To raise awareness about the importance of play and provide policy recommendations to enhance the use of play in ECEC across Europe.
Investigação documental e de campo nos países parceiros para mapear as práticas lúdicas atuais e identificar desafios e necessidades dos profissionais da EPE.
Desenvolvimento de um guia abrangente e módulos de formação, com estratégias práticas, ferramentas pedagógicas e insights teóricos para utilizar de forma intencional e eficaz o brincar na EPE.
Estabelecimento de uma rede Pan-Europeia e de uma comunidade de aprendizagem dos stakeholders, investigadores, profissionais, decisores políticos, especialistas e interessados na utilização do brincar na EPE.
Formulação de recomendações políticas baseadas em evidências para informar os sistemas educativos e os decisores políticos sobre a sistematização do uso do brincar em EPE em toda a Europa.
O projeto está estruturado em sete unidades de trabalho que orientam o seu desenvolvimento e implementação. Estas unidades de trabalho estão organizados em três fases inter-relacionadas que refletem a abordagem colaborativa e orientada para a ação deste projeto, baseado em evidência.
A primeira fase centra-se na investigação de campo para avaliar o estado de arte do brincar em contextos de educação pré-escolar (EPE). Combinando diferentes métodos de recolha de dados, o projeto pretende reunir dados para identificar práticas, desafios e necessidades dos/as educadores/as de infância, em formação inicial e contínua, e de coordenadores/as pedagógicos /líderes. Esta fase pretende contribuir para a compreensão de como é que o brincar é, atualmente, integrado e percebido em ambientes de EPE nos países deste consórcio.
A segunda fase envolve a conceção e implementação de um programa abrangente de fomação profissional, incluindo o desenvolvimento de um guia detalhado para o/a educador/a de infância e cursos de formação e-learning para apoiar os/as profissionais na integração eficaz da brincar na sua prática pedagógica.
A fase final centra-se no estabelecimento de uma rede pan-europeia e de uma comunidade de aprendizagem constituída por investigadores/as, profissionais, decisores políticos e outras partes interessadas na área da educação na primeira infância. Esta rede servirá de plataforma para a permuta de conhecimentos e colaboração em torno da implementação do brincar em EPE. Com base nas conclusões do projeto, será formulado um conjunto de recomendações políticas para informar os sistemas educativos nacionais e europeus, com o objetivo de apoiar a adopção sistemática de práticas lúdicas em ambientes de EPE na Europa.